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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Prefeitura participa do Dia do Desafio com atividades nas unidades de saúde municipais

Vence o desafio a cidade que conseguir mobilizar o maior número de pessoas


A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) participa nesta quarta-feira, dia 30, da campanha mundial de incentivo à prática regular de atividades físicas, o Dia do Desafio, que acontece todos os anos na última quarta-feira do mês de maio, em todo o continente Americano. O desafio acontecerá em todas as unidades de saúde e Academias Cariocas, onde pacientes e funcionários deverão fazer de 10 a 15 minutos de exercícios.

Haverá também um encontro promovido pela coordenação de Saúde da Zona Sul (AP 2.1), na Praia de Copacabana, em frente à Rua Siqueira Campos. No local, será montada uma tenda com informações sobre saúde e bem estar. Além disso, os professores de educação física das unidades da região farão, a partir das 9h, um circuito de atividades para os alunos e frequentadores da praia. 

O Dia do Desafio acontece em parceria com o Sesc Rio e tem como objetivo mobilizar os cidadãos em uma competição entre as cidades, incentivando a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, como a prática diária de esportes e exercícios físicos.

Vence o desafio a cidade que conseguir mobilizar o maior número de pessoas, e o resultado será divulgado no site do Dia do Desafio (www.diadodesafio.com.br).




Fonte: SMSDC e Foto: Sebástian Freire

sábado, 26 de maio de 2012

CAP 2.1 presente no Quiosque da Globo Rio realizando vacinação contra gripe neste sábado

Neste sábado (26), agentes de saúde estarão no local até as 13h.
Quiosque fica na Praia de Copacabana.


O quiosque da Globo Rio, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, recebe neste sábado (26) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Agentes de saúde estarão no local para imunizar as pessoas até as 13h.



A campanha contra gripe é voltada para idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses até dois anos, gestantes, indígenas e trabalhadores da área da saúde. A contra indicação é para pessoas alérgicas à proteína do ovo ou a aplicações anteriores da vacina.

A dose que será aplicada no quiosque protege contra os três principais vírus influenza que circulam no hemisfério Sul, entre eles o A (H1N1).

De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, a ação visa ajudar o Rio a atingir a meta do Ministério da Saúde, que é imunizar 80% da população-alvo. A campanha vai até dia 1º de junho em todo o Brasil.

Fotos Vacinação Anti-Influenza - Quiosque Globo Rio

Fonte: G1

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Participe da Ação Global na Vila Olímpica da Rocinha no dia 03 de Junho, de 8h às 16h


Ação Global, Sesi, Rede Globo na Vila Olímpica da Rocinha 

O SESI/RJ e a Globo realizam o Evento Ação Global Regional com objetivo de beneficiar a população de nossa cidade, proporcionando – lhes, acesso direto a serviços de utilidade pública, além de ações sócio – educativas  e preventivas nas áreas de educação, Saúde, Lazer e Cultura.

Baseado nos princípios de  informação  e de mobilização, como estratégias de inclusão e cidadania e na Responsabilidade Social individual e coletiva, a Ação Global, a cada ano, vem se consolidando como um dos mais significativos acontecimentos  de caráter democrático e de avaliação dos sentimentos de cidadania que o Brasil conhece.

Além das atividades desenvolvidas pelo SESI, a Ação Global se caracteriza pelo sistema de parceiras, envolvendo entidades federais, estaduais e municipais que oferecem à  comunidade acesso direto a  serviços de utilidade pública.

O evento será realizado no dia 03 de Junho, de 8h às 16h, na Vila Olímpica da Rocinha  –  Rua Bertha Lutz, Gávea, s/n° (ao lado do GRES Acadêmicos da Rocinha ), e convidamos a TODOS para participar com parceiro nesta grande festa de cidadania, disponibilizando os serviços de Avaliação da dependência ao Tabagismo da AP – 2.1.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

CAP 2.1 inicia vacinação dos seus funcionários contra a Influenza


Prefeitura intensifica ações de vacinação contra a gripe

Idosos, gestantes e crianças de seis a 23 meses devem se vacinar

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) inicia nesta quarta-feira, dia 23, até sábado, dia 26, uma série de atividades para intensificar a Campanha de Vacinação contra a Gripe. O objetivo é aumentar a adesão à campanha, levando profissionais para aplicar a vacina em locais de grande circulação, como o Mercadão de Madureira, Largo da Carioca, Cinelândia, Complexo do Alemão e Calçadão de Bangu, entre outros. 



Poderão ser vacinadas pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, crianças de seis a 23 meses e população indígena. Quem foi vacinado nos anos anteriores deve levar o comprovante de vacinação a um posto. Caso não tenham a caderneta de vacinação, basta apresentar um documento de identidade.

A ação em Madureira contará com a participação da Velha Guarda da Portela e do rapper MV Bill. A atividade, assim como no Alemão, tem a parceria da Cufa e da Secretaria de Estado de Saúde.

A campanha acontece nos postos de saúde vai até o dia 26, em 215 unidades. A meta da Prefeitura é vacinar, em toda a campanha, que começou no dia 5, pelo menos, 80% de cada um dos grupos prioritários, o que significa, no total, cerca de 960 mil indivíduos. 

A vacina protege contra os três principais vírus influenza que circulam no Hemisfério Sul, entre eles o A (H1N1), como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina é segura, mas pessoas com história de alergia grave relacionada a ovo e seus derivados, ou com reação a doses anteriores da mesma vacina, devem consultar um médico antes de serem imunizadas. Pessoas com quadro de doenças agudas, que apresentem febre ou com doenças neurológicas também devem buscar avaliação médica. Quem pretende doar sangue deve aguardar 48 horas após a vacinação.

Veja o cronograma:

De 23 a 26 de maio (quarta-feira a sábado)
- Calçadão de Campo Grande – 9h às 16h

Dia 24 de maio (quinta-feira)
- Mercadão de Madureira – a partir das 9h
- Largo da Carioca – a partir das 9h
- Norte Shopping – 8h às 16h

Dia 25 de maio (sexta-feira)
- Teleférico do Alemão (estação Itararé) – a partir das 9h
- Cinelândia e Largo da Carioca – a partir das 9h
- Praça das Barcas (Paquetá) – a partir das 9h

Dia 26 de maio (sábado)
- Teleférico do Alemão (estações de Bonsucesso, do Adeus, da Bahiana e do Itararé) – a partir das 9h
- Complexo do Alemão (Associação de Moradores da Palmeira) – a partir das 9h
- Norte Shopping (supermercado Carrefour) – 9h às 13h
- Calçadão de Bangu – 9h às 12h

Clique aqui e confira a relação de postos de vacinação que funcionarão até 25 de maio.

Fonte: SMSDC

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Convite

Prezados,

Temos o prazer de convidá-los para a cerimônia de entrega da medalha Tiradentes ao Dr. Daniel Soranz, Subsecretário de Atenção Primária Vigilância e Promoção em Saúde, a realizar-se no Palácio Tiradentes, dia 31 de maio de 2012, às 18h30min.

DIA MUNDIAL SEM TABACO - 31 DE MAIO

Prezados Gestores e Profissionais,
 
 
Criado pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial Sem Tabaco é comemorado a cada ano em 31 de maio. Na edição 2012, o tema escolhido pela OMS é a interferência da indústria do tabaco na saúde pública, visando divulgar mundialmente o artigo 5.3 da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, que trata da questão. Sua intenção é proteger as políticas públicas de saúde dos interesses comerciais ou outros interesses garantidos para a indústria do tabaco, de acordo  com a legislação nacional.

O INCA trabalhará com o tema: “Fumar faz mal para você, faz mal ao planeta”.

Vamos trabalhar esta temática e promover ações de prevenção ao tabagismo em nossas Unidades?

O Caps é a solução

Usuários valorizam atendimento recebido em uma das estruturas mais importantes para atendimento em saúde mental após a Reforma Psiquiátrica
"Não precisamos de sossega leão. O Caps é a solução". A frase estava escrita em um dos cartazes produzidos durante a manifestação do Dia da Luta Antimanicomial - 18 de maio - no Rio de Janeiro. Historicamente, usuários e familiares são protagonistas junto aos profissionais de saúde das passeatas realizadas em todo o país no Dia da Luta Antimanicomial. A participação dos usuários nas políticas de saúde mental é um dos princípios da Reforma Psiquiátrica, que ao contrário do isolamento, aposta na liberdade, inclusive de opinião.


No Caps Maria do Socorro Santos, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, os usuários souberam dos detalhes do ato do dia 18 de maio em uma assembleia realizada no próprio Caps, na semana anterior.  Neste dia, foi organizada a intervenção do grupo na manifestação e também que outras atividades o Caps organizaria para comemorar a semana dedicada ao tema. Rafaela Gomes da Silva, de 23 anos, usuária do serviço, explica o significado da luta antimanicomial: "É para acabar com os manicômios e ter mais Caps", diz. 


O Caps Maria do Socorro Santos está localizado pouco acima do pé do morro. É uma unidade do tipo III, ou seja, com leitos de acolhimento e funcionamento 24h. Rafaela já precisou ficar acolhida várias vezes no Caps em momentos de crise. Atualmente vai até a unidade apenas para pegar os medicamentos dos quais precisa e participar de atividades como a fabricação de bijuterias e passeios organizados pelos profissionais da unidade. Com poucas palavras, Rafaela conta que ficou internada em outros lugares. "Lá eu sentia falta da família, do meu filho. Tinha gente que ficava pertubando com cigarro", fala. No Caps, Rafaela relata que mesmo no período de internação, ela pôde receber visitas da família. Os funcionários contam que, na verdade, essa visita não só é permitida como incentivada. Outro aspecto valorizado pela paciente é o fato de não ter tranca no quarto e ela poder sair quando quiser. "Posso fumar ali fora. Só depois de 22h é que não pode mais", diz.


Rafaela já está de saída quando conversa com a reportagem rumo a sua casa, no alto do morro. Nuzia Pereira, assistente social do Caps, a acompanha até a saída da unidade e a empresta dinheiro para o moto-taxi. "Depois ela me devolve. Nós temos uns acordos", comenta a assistente social. "A Rafaela chegou aqui muito diferente, batia, chorava, era um desespero terrível. E hoje temos uma Rafaela que se sentou com você, concedeu uma entrevista, e a gente se emociona só de vê-la dando uma entrevista. Há um ano você não conseguiria entrevistá-la e hoje, educadamente ela sentou e foi conversar com você", fala Nuzia, com os olhos molhados e a voz embargada.


Wagner Florencio, de 22 anos, também já permaneceu por vários dias no Caps Maria do Socorro. Assim como Rafaela, é consciente do significado da Luta Antimanicomial. "Com o Caps melhorou muito. Não precisa mais de camisa de força, aquele drama todo. Aqui é um lugar pra gente abrir a mente", diz. Ele, entretanto, acredita que é difícil acabar totalmente com os manicômios. "Tem maluco que é maluco mesmo. Alguns melhoram um pouco tomando remédio", opina.


Antes da inauguração do Caps na Rocinha, pacientes como Wagner e Rafaela tinham que buscar atendimento em outros locais, e, por muitas vezes, permaneciam internados em instituições distantes da residência e com outra proposta de cuidado. De acordo com Wagner, ele foi levado para o Caps de ambulância após um momento de crise em que começou a quebrar os móveis de sua casa. "Eu comecei a ouvir vozes o tempo todo dizendo para eu fazer as coisas erradas. Ainda ouço, mas agora não dou importância. Vou continuar vindo aqui até o dia que falarem que eu estou bom", finaliza.


Aposta na luta antimanicomial
"Nós não estaríamos aqui se não fosse a Luta Antimanicomial", observa Paula Teixeira, uma das diretoras do Caps Maria do Socorro, em uma comemoração realizada com os trabalhadores da unidade pelo dia dos enfermeiros e dos assistentes sociais. Ailton Romeiro, técnico de enfermagem do Caps, já trabalhou em outros tipos de serviços para pacientes da saúde mental. Em alguns deles, com utilização de métodos que passaram a ser questionados pela Reforma Psiquiátrica. "Aqui tratamos na palavra e não força, precisamos convencer os pacientes e não contê-los, sem dúvida é mais difícil, mas percebo também como o resultado é melhor", diz.


Nuzia trabalha há 13 anos na área da psiquiatria e também conhece diversos tipos de serviço. Começou como funcionária administrativa do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CPRJ), um hospital-dia, ou seja, de curta permanência de internação, localizado no centro do Rio de Janeiro. A partir do contato com os médicos e os pacientes, foi se identificando com a área e decidiu cursar serviço social. Conheceu vários tipos de serviço e trabalhou com população de rua. "Eu desejei vir para o Caps III por causa da proximidade com a comunidade. Aí encontrei aqui uma realidade super bonita. O Caps tem uma história bem diferenciada em termos de roupa, de cuidado, de a família estar dentro. No manicômio, o paciente está sempre muito afastado dos familiares, perde a referência da família. Aqui deixamos claro que o cuidado deve ser das duas partes e que o paciente voltará para casa", relata. "Algumas instituições ainda mantêm os trajes do manicômio, com as roupas da mesma cor. Aqui não temos roupas, eles é que trazem de casa. Aqui não temos portões de ferro, trabalhamos junto com o paciente que a segurança está no ser humano e não nas grades do hospital", compara. 


 Desafios
Para a assistente social, um dos desafios é fazer com que as famílias acreditem no tratamento oferecido nos Caps. "As famílias muitas vezes estão acostumadas a internar o indivíduo e ele ficar lá preso por um longo período. Aqui ele não ficará. Nós temos reuniões diárias para discutir os casos que estão em acolhimento noturno e antes de o paciente ficar 100% ele vai para casa e nós vamos acompanhar, vamos a casa dele, levamos para passear. Temos conquistado as famílias, mas o hospital fechado ainda é um grande vilão, porque para muitas famílias é este tipo de serviço é que é bom. Porque lá o paciente não aborrece", analisa Nuzia.  


Outro desafio, para ela, é tirar o indivíduo da invisibilidade, de forma que ele se mostre para a sociedade e para os próprios profissionais da saúde. "Muitos profissionais não gostam de tratar a loucura, porque de fato é muito difícil. Mas quando mostramos que é capaz de melhorar, que precisamos cuidar das outras partes da pessoa também, não só da cabeça  porque muitas vezes pensam que o paciente psiquiátrico só tem cabeça, e que através da reforma psiquiátrica a população em geral ganhou muito, conquistamos os profissionais também. São os pacientes psiquiátricos que vão para a rua gritar por melhor qualidade de vida para toda a população. Em nenhuma outra clínica se faz tantos momentos de luta e se busca tanto a melhoria das pessoas como a saúde mental. Porque o louco tem coragem de falar o que os sãos não tem", destaca.

Fonte: EPSJV/Fiocruz

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Programa de Rádio Saia Frouxa na Comunidade do Vidigal

Hoje o assunto em pauta foi HIPERTENSÃO e bem estar, mas foram também debatidas questões sobre a baixa procura dos idosos e gestantes pela vacina, absenteísmo nas consultas da odontologia, informes sobre a campanha da polio e orientações sobre o processo de trabalho da Estratégia de Saúde da Família. As duas moças que acompanham sao as responsáveis pelo programa SAIA FROUXA, Cibele e Maria Cristina.



Participação da médica Patricia Durovni e da enfermeira Claudia Cristina.

sábado, 19 de maio de 2012

Ação nos Bairros Contra a Dengue no Bairro da Glória

Ação nos Bairros Contra a Dengue realizado no dia 19.05.2012 de 9h às 13h no Largo da Glória, s/nº - saída do metrô - Glória.

O evento consistiu em estande de informes de saúde com o CMS Manoel José Ferreira - Saúde da Família que aferiu a pressão arterial, informes e panfletagem sobre temas variados de saúde - diabetes, hipertensão, hanseníase, e estande de prevenção a dengue com observação das fases imaturas do mosquito Aedes aegypti, maquete para demonstração de possíveis criadouros de mosquito, panfletagem com folder's para divulgação de medidas preventivas no combate e controle ao vetor da Dengue. Ação operacional de visitação dos AVS as casas na área urbana da Glória.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tortura nunca mais?!?! - por Carlos Tufvesson

Hoje celebramos o Dia Internacional de Combate à Homofobia. Nesta data, em 1990, a Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde retirou de maneira técnica e científica, a Homossexualidade do Código Internacional de Doenças, impossibilitando qualquer interpretação de cunho moral e preconceituoso, e vedando a qualquer profissional, seja de área saúde ou afins, o tratamento (vulga "cura") ou correção da orientação sexual.

Há 17 anos luto pelo respeito aos direitos humanos e civis de qualquer cidadão, independente de sua raça, credo, gênero ou orientação sexual. Comecei minha atuação na área de prevenção de HIV/AIDS e outras DSTs, aprofundando, em seguida,  a questão do  combate ao preconceito, que impeça a cada um de nós exercer de forma plena nossa cidadania.

No entanto, o dia de hoje - além de ser um marco para toda a comunidade LGBT - deve ser também de profunda reflexão. Digo isso, pois fico alarmado com o requinte de violência nos crimes de ódio cometidos contra cidadãos LGBT em nosso país. Se antes esses atos vinham disfarçados de assaltos - como na época do “Boa Noite Cinderela" - hoje vemos corpos carbonizados, olhos e membros arrancados, e sinais de tortura física e psicológica.

Se traçarmos um gráfico entre o aumento desses crimes com a crescente manifestação de incitação ao ódio por parte de parlamentares e pessoas públicas, veremos que isso não é apenas uma coincidência.

Não sei o que faz um ser humano sair de casa e que, ao invés de levar a namorada ao cinema, prefere “bater nos viados”. Ou uma pessoa se sentir incomodada diante da demonstração de afeto entre duas pessoas do mesmo sexo que se amam! Não posso achar que isso não tenha um processo de deformação mental chamado também de homofobia. Mas o respeito que garante a liberdade do outro é o mesmo que nos garante o exercício de nossos direitos civis.

Não peço a aceitação, mas sim respeito. Afinal, nosso código penal e civil
nos garante isso.

Quando em 2011 criamos na Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS) o programa RIO SEM PRECONCEITO, demos um enorme passo na direção do diálogo: uma política pública de combate a todo e qualquer tipo de preconceito, pois nos igualamos na dor dos que sofrem e já sofreram por serem apenas “diferentes” na raça, na religião, na altura, tipo físico do padrão estabelecido como “normal” por essa sociedade.

O Brasil passou de sétima para sexta economia mundial. Evoluiu em índices sociais e hoje, dialoga, em pé de igualdade com grandes potências. Pois nesse mesmo Brasil, onde nossa presidente foi torturada nos porões da ditadura e centenas de jovens morreram em busca da democracia, cidadãos continuam sendo barbaramente torturados por terem uma orientação sexual diferente do considerado padrão. E esses crimes não são declarados como o que realmente são: crimes hediondos!

Quando nos tornamos indiferentes a uma cena como a do garoto levando um golpe de lâmpada no rosto em plena Avenida Paulista, ou a do menino de 14 anos, morador de São Gonçalo, mantido em cárcere privado e cujo corpo foi abandonado numa vala, por achar que esse problema “não é nosso”, me questiono que tipo de sociedade entregaremos às próximas gerações.

Até cidadãos não homossexuais sofrem por crime de homofobia como foi o caso do pai, no interior de São Paulo, que teve sua orelha decepada por estar abraçado com o filho. A “justificativa”: “acharam que eles eram namorados”.

Vivemos um período onde a instrumentalização da informação incita a segregação contra minorias. No caso a bola da vez são os homossexuais. Nada de novo, pois métodos semelhantes foram utilizados por populistas como Hitler, Mussolini, os Talibãs, os Xiitas etc. E agora como antes é tudo apenas parte de um projeto de poder, não importa qual massa tenha de ser manipulada.

Mas se o mundo muda, o Poder Público tem o dever de acompanhá-lo. É preciso discutir de forma técnica, aos olhos da Lei e não de acordo com as regras de uma ou outra religião, pois essas são de opção de cada cidadão, temas pertinentes aos dias de hoje. Por mais que se negue, homossexuais são mortos apenas por serem homossexuais.

Quando o sentimento se torna maior, temos de nos questionar. Que tipo de representação queremos? Que sociedade construímos? Mais do que nunca, hoje é um dia para o cidadão LGBT lembrar que ele é cidadão desse país e que seu direito só será exercido através da denúncia, da cobrança e, principalmente, do conhecimento dos direitos que já possui no código civil ou penal, ainda que estes não sejam plenos e igualitários aos conferidos aos heterossexuais e as demais minorias.

Por Carlos Tufvesson é estilista

Twitter: @carlostufvesson

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