terça-feira, 19 de julho de 2016

Abertas as inscrições para a IV Mostra de Experiências de Alimentação e Nutrição no Sistema Único de Saúde

A Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN), em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), e a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), realizará a IV Mostra de Experiências em Alimentação e Nutrição no SUS no dia 26 de outubro de 2016, durante o CONBRAN 2016 - XXIV Congresso Brasileiro de Nutrição, em Porto Alegre – RS

A IV Mostra tem o objetivo de identificar, valorizar e divulgar as ações exitosas que apontam caminhos possíveis para concretização do propósito da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN): a melhoria das condições de alimentação, nutrição e saúde da população brasileira, mediante a promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis, a vigilância alimentar e nutricional, a prevenção e o cuidado integral dos agravos relacionados à alimentação e nutrição.


Poderão ser inscritos para participar da IV Mostra trabalhos e fotografias que relatem experiências de ações de alimentação e nutrição no âmbito do SUS.

Serão aceitos relatos fotografias e relatos de experiência relacionados a quatro eixos temáticos: 

•         Atenção Nutricional no Sistema Único de Saúde;
•         Gestão das Ações de Alimentação e Nutrição;
•         Formação Profissional e Educação Permanente; e
•         A interface da Saúde em Todas as Políticas.

As inscrições dos trabalhos deverão ser feitas até dia 05 de agosto somente pela internet no link http://www.conbran.com.br/mostra.php , conforme especificações do Regulamento. 

Será realizado um processo próprio de inscrição e seleção para participação na IV Mostra de Experiências de Alimentação e Nutrição no SUS. Desse modo, esclarecemos que a IV Mostra ocorrerá durante o XXIV CONBRAN, mas a participação na mesma não estará vinculada à inscrição e participação no Congresso. Isso significa que a inscrição na IV Mostra não dará direito automático de participação no XXIV CONBRAN. 

Ainda, os trabalhos já inscritos no XXIV CONBRAN poderão participar da IV Mostra desde que façam inscrição na mesma. 

Divulgue aos seus contatos e compartilhe sua experiência! 

Maiores informações pelo e-mail ivmostra.nutricao@gmail.com

Fonte: Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) do Ministério da Saúde

Abertas inscrições para curso de Gestão Local de Desastres Naturais para a Atenção Básica

O curso possui carga horária de 60 horas e as inscrições podem ser feitas até dezembro de 2017, nesse link.

A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) tem características essenciais na gestão de risco e de desastres, como a responsabilidade de atuação em territórios e populações adscritos, conhecendo os problemas e necessidades de saúde dos locais acometidos por desastres naturais. A capacitação foi pensada para que os profissionais de saúde possam gerir as ações locais que cabem à Atenção Básica em todas as etapas da gestão desses riscos.

“Os desastres naturais afetam, sobretudo, grupos populacionais e territórios mais vulneráveis. No Brasil, as principais ameaças naturais são as inundações bruscas e cenários de seca”, observa Carlos Machado de Freitas, coordenador de conteúdo do curso e do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde da ENSP/Fiocruz. “O setor saúde é um dos mais demandados, porém nem sempre está devidamente preparado para agir em situações adversas que podem durar meses ou até anos em uma cidade ou região”, esclarece Freitas.

O curso aborda ainda temas como Atenção Básica e o processo de gestão do risco de desastres; atenção psicossocial e saúde mental em situação de desastres na atenção básica e a relação saúde-trabalho em situações de desastres.

Fonte: Portal UNA-SUS

COC/Fiocruz debate a divulgação científica nas mídias sociais

Quase cinco horas por dia é o tempo médio que o brasileiro passa por dia na internet, boa parte dele em redes sociais, principalmente o Facebook. No ranking das mídias mais usadas no país, a TV já caiu para segundo lugar. E o uso do celular para acessar a internet está prestes a ultrapassar o do computador. É neste cenário midiático em constante transformação que as revistas científicas precisam garantir seu lugar. Daí a relevância da mesa O papel das mídias sociais no periodismo científico no último dia do workshop Desafios de revistas interdisciplinares: experiências do Reino Unido, Brasil e América Latina em história, ciências sociais e humanidades, realizado de 22 a 24 de junho de 2016 na Fiocruz, no Rio.

Escalados para a mesa, estavam quatro editores brasileiros com conhecimento de causa e um editor inglês com assumida desconfiança em relação às redes sociais.

Germana Barata, editora do blog Ciência em Revista, que divulga artigos de diversos periódicos, defendeu que investir em divulgação científica nas redes sociais é uma boa estratégia para os periódicos. Ela contou que quando um artigo é bem divulgado, é notória a mudança no padrão de acessos, e o aumento dos acessos se reflete também num aumento do número de submissões de artigos para publicação.

“Atuar nas redes sociais é atingir um público de outras áreas acadêmicas e um grande público. Se o artigo atinge mais pessoas, tem mais chances de ser lido, usado e citado algum dia. Se a revista não trabalhar a divulgação, pouca gente vai ler. É preciso atrair novos leitores e mostrar ao que veio”, afirmou. Apesar das evidências, Germana contou que é necessário um trabalho intenso de convencimento das revistas, porque muitas ainda têm resistência à ideia ou não têm recursos para executá-la. Ela lembrou que o portal SciELO estabeleceu a divulgação científica como condição estratégica para quem quiser se manter no portal.

Na falta de uma equipe própria de divulgação, Germana recomendou que os editores procurem as equipes de comunicação das universidades ou instituições de pesquisa às quais as revistas são ligadas e peçam que divulguem os artigos mais importantes de cada edição. Segundo a editora, um release bem feito, explicando do que tratam os artigos, faz grande diferença. Caso não haja uma equipe de comunicação disponível, ela sugeriu a busca por um canal que já exista, para o qual se possa oferecer conteúdo periodicamente.

Germana destacou ainda o papel dos autores no esforço de divulgação dos artigos, compartilhando-os nas suas redes sociais, comentando e interagindo de uma forma geral. “Deve fazer parte da política de editoração a participação do autor nas redes”, disse.
Ela acrescentou que até os próprios editores às vezes não acreditam que um dado artigo possa vir a ser notícia, apesar da sua relevância regional, nacional ou mesmo internacional. Por fim, a editora ressaltou a importância do acompanhamento das estatísticas de acesso para o delineamento de estratégias futuras.

Café História: trabalho colaborativo

Um caso pioneiro de sucesso em divulgação científica na área de história é o Café História, do jornalista e historiador Bruno Leal. Desenvolvido há oito anos na plataforma Ning, que permite a interação com os usuários, a iniciativa tinha inicialmente duas missões: usar ferramentas das novas mídias para promover a livre troca de ideias entre professores, pesquisadores e alunos e divulgar a pesquisa histórica para historiadores e para a grande audiência (não especialistas). Inspirado no conceito da economia da colaboração, Leal conta com a participação do público para a renovação constante dos conteúdos, além da sua própria produção autoral e das parcerias com universidades e editoras.

De 2008 até hoje, 60 mil pessoas cadastraram-se no Ning do Café História, podendo interagir e contribuir com a rede. Em 2009, ele lançou o perfil no Twitter, que hoje tem 24 mil seguidores, e em 2010, a página no Facebook, que tem surpreendentes 340 mil curtidas. Hoje, 60% dos visitantes chegam no Ning do Café História pelo Facebook. A maioria dos acessos vêm do Brasil: São Paulo, Rio, Minas e Paraná. O editor percebe também uma tendência à internacionalização, principalmente na América Latina, com visitas do Paraguai, Argentina e México.

Em 2013, foi lançado o canal de vídeos Café História TV no You Tube, hoje com 5.800 inscritos e 38 vídeos postados. O Café História tem ainda um Instagram, usado para divulgar livros, e está na rede social do Google, que ainda não decolou.

HCS-Manguinhos: periódico nas redes há três anos

A experiência do periódico História, Ciências, Saúde – Manguinhos com blogs e redes sociais, iniciada em 2013, foi exposta pela sua editora-executiva, Roberta Cerqueira. Ela contou que desde o lançamento da revista, em 1994, houve preocupação com o acesso aberto, a divulgação e a circulação da revista. Releases eram enviados à imprensa e a cadernos de ciência e história, mas não havia muito êxito. O investimento nas novas mídias online foi fruto do incentivo do SciELO.

Roberta explicou que os blogs em português e em inglês e espanhol centralizam os conteúdos divulgados pelas páginas no Facebook e pelo perfil no Twitter. Além de divulgar resumos dos artigos de cada nova edição, temas candentes políticos e sociais são relacionados a artigos publicados anteriormente. Após a divulgação das matérias nos blogs e nas redes sociais, os autores são estimulados a divulgar as postagens nas suas redes pessoais e promover compartilhamentos. “As estatísticas já mostram resultados”, revelou.

Ela contou que as visitas ao blog em português vêm majoritariamente do Brasil, seguido por EUA, Portugal e Argentina. Já as visitas ao blog internacional variam muito mais de país. No blog nacional, a maioria dos leitores é mulher; no internacional, homem. Os usuários concentram-se na faixa dos 25 aos 35 anos.

“Sempre tivemos curiosidade de saber o perfil do leitor da revista. Com a entrada das revistas nas redes temos a chance de saber quem lê, se está na pós-graduação, de onde é, que temas interessam mais. Há uma demanda do público que começamos a observar. Ser uma revista de acesso aberto também contribui para isso”, afirmou.

Segundo Roberta, os desafios neste momento são não perder de vista o escopo da revista e manter o ritmo e a qualidade das publicações nas redes sociais, feitas por jornalistas especializadas.

Roberta ressaltou que as redes sociais e os blogs trazem novas possibilidades de mensuração de fator de impacto de artigos e podem levar à aceleração do ciclo de citações, que é mais lento nas áreas humanas. Ela pondera, porém, que os resultados altmétricos (das novas metrias alternativas) não se refletem necessariamente em citações.

Fã do Twitter por ser mais dinâmico e não filtrar o conteúdo a ser mostrado – quem faz os filtros é o próprio usuário, e não parâmetros misteriosos como os do Facebook -, Roberta contou que o Twitter é muito usado por pesquisadores estrangeiros, apesar de não fazer tanto sucesso no Brasil. “Atingimos pelo nosso Twitter mais o público internacional, principalmente ingleses e americanos”, disse.

O projeto começou com apoio do Ipea, na categoria de inovação, e hoje é bancado pela Fiocruz e o CNPq.

Ciência pop e cidadã

O físico Ildeu Moreira, editor adjunto de HCS-Manguinhos e entusiasta da divulgação científica, destacou a grande variedade de experiências inovadoras nas redes sociais que permitem avaliação e monitoramento. Um exemplo é a página brasileira do Ano Internacional da Luz no Facebook, a segunda mais acessada do mundo sobre o tema. Segundo Moreira, vídeos e gifs têm compartilhamento muito grande. Outra página com bom público na educação básica é A física na escola, que visa atingir professores e alunos do ensino médio para atualizar o ensino.

Ildeu contou que também há forte interesse do público a respeito da história das ciências e personagens como Einstein, Darwin e grandes cientistas brasileiros, o que se percebe pela quantidade de compartilhamentos dos posts sobre estes temas. Também chama a atenção a participação das pessoas nas investigações sobre a história das cidades, de forma que a história se reconstrói coletivamente. “A rede social é um instrumento importante para apontar para a ciência cidadã”, afirmou.

Outra visão

Na contramão do que foi exposto pelos brasileiros estava o inglês Matthew Brown, editor do Bulletin of Latin American Research, que admitiu não entender o motivo do convite para participar daquela mesa, uma vez que não usa redes sociais e que a revista que edita tem acesso fechado. Ele contou então a sua experiência com o site The conversation.com, apoiado por crowdfunding, que recebe diariamente artigos acadêmicos de até mil palavras, divulgados gratuitamente em licença creative commons. Um dia, um artigo seu apareceu com milhares de acessos, e ele estranhou. Descobriu que o texto havia sido reproduzido pelo jornal britânico The Independent e pelo portal indiano Scroll.in – sites comerciais que, para sua perplexidade, não só não lhe pagaram pelo uso do artigo como nem lhe consultaram ou avisaram sobre a sua reprodução.

Fonte: Blog de HCS Manguinhos 

UNAIDS e Ministério da Saúde vão promover respeito às minorias e prevenção do HIV nas Olimpíadas

Campanha vai mobilizar público de ‘live sites’ dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 com ações de conscientização. Projeto é resposta à onda de extremismo e polarização políticos que têm exacerbado violência contra grupos de minorias.

No Rio de Janeiro, cerca de 30 voluntários participaram na última terça-feira (12) de um treinamento para a campanha do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) que vai promover o respeito à diversidade e a prevenção do HIV durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
A iniciativa vai mobilizar o público que frequentar os live sites das competições — locais criados pelo Comitê organizador das Olimpíadas para a transmissão das competições e outras atividades na Zona Portuária e em Madureira. Os espaços são abertos a todas as pessoas.
“Estes dois pontos específicos (da cidade) contemplam públicos muito diversos e igualmente importantes para as mensagens que queremos passar”, explica Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DDAHV) — principal parceiro que realiza a campanha em conjunto com a agência da ONU.

Um dos pontos do projeto é o incentivo à realização da testagem para o HIV, bem como a defesa dos direitos das pessoas vivendo com o vírus.

“A campanha é inclusiva, fala de coisas que são comuns a todas as pessoas, independentemente de sua raça, cor, etnia, orientação sexual, identidade de gênero, religião, ideologia política, classe social, deficiência, nacionalidade e tantos outros elementos.”

Também estão previstas ações na Casa Brasil, no Pier Mauá, e nas ‘casas’ de países parceiros — instalações montadas especialmente para os Jogos e espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro. A campanha também será desenvolvida nas redes sociais.

“Aproveitamos mais uma vez a oportunidade de utilizar o poder de união do esporte para passar mensagens de zero discriminação”, explicou a diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, durante o treinamento realizado na sede do Grupo Pela Vidda — parceiro do UNAIDS que, ao lado da AHF Brasil, ficará responsável pela capacitação dos voluntários.

“Nossa meta é tocar as pessoas no Rio de Janeiro que estão vivendo as Olimpíadas de perto e também as que estão conectadas de alguma forma pelas redes sociais, já que contaremos com uma plataforma online com a missão de fazer esta ponte entre o que está acontecendo no Rio e o resto do Brasil e do mundo.”

“Vamos trazer para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos a experiência das ações feitas durante a Copa de Mundo de 2014, dentro da campanha Projeta o Gol, liderada pelo UNAIDS e realizada com diversos parceiros, muitos dos quais também estão juntos desta vez”, disse o presidente do Pela Vidda-RJ, Marcio Villard.

“Mas agora, até em função do contexto atual que temos em nosso país e no mundo, vamos apostar também em outros elementos que vão além da prevenção e da testagem (para o HIV), para poder alcançar e sensibilizar o maior número possível de pessoas e voltar a alimentar esperança e a confiança na humanidade.”

Nos últimos anos, tanto no Brasil, quanto ao redor do mundo, uma onda de extremismo e polarização no campo político e das ideias tem exacerbado a violência contra os mais vulneráveis – minorias, pessoas LGBTI, refugiados, pessoas vivendo com HIV, entre outras populações.

Na maioria das vezes, tais ações não apenas culminam em violações dos direitos humanos, como contribuem para alimentar a percepção de que diversas conquistas acumuladas nesta área nas últimas décadas podem estar ameaçadas.

A campanha quer ser uma resposta a esse cenário, promovendo atitudes e sentimentos que reforçam a importância do respeito, da tolerância e da solidariedade.

O projeto conta com o apoio da União Europeia e outras agências da ONU, como o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Além do primeiro treinamento realizado no início da semana (12), os voluntários contarão com outros encontros preparatórios sobre temas relacionados à prevenção e testagem para HIV e à abordagem do público em grandes eventos.

Um guia do voluntário também será produzido e usado em outras ocasiões para além dos Jogos, já que a campanha acontecerá em diversos momentos até o final de dezembro.

Visitas preparatórias

No início de julho, representantes do UNAIDS e do DDAHV estiveram no Rio para visitar os locais onde a campanha será realizada.

Juntamente com o Grupo Pela Vidda, visitaram a região entre a Praça XV e a Praça Mauá, onde será instalada a Pira Olímpica — como é chamado o live site do Porto Maravilha, ainda em suas obras finais — e o Parque de Madureira, onde o organismo parceiros já realiza ações frequentes de mobilização social para prevenção e testagem.

Fonte: Ministério da Saúde


Ministério da Saúde e UNA-SUS lançam curso de Atenção à Pessoa Idosa

A Secretaria Executiva, da Universidade Aberta do SUS (SE/UNA-SUS), e a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa (Cosapi/Dapes/SAS/MS), do Ministério da Saúde, lançam nesta terça-feira (19) o curso de Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa. O objetivo é capacitar os profissionais de nível superior para o atendimento integral à população com 60 anos ou mais.

A capacitação tem carga horária de 55 horas e faz parte do Programa de Qualificação da Atenção à Saúde da Pessoa Idosa. Os interessados podem se matricular até o dia 20 de novembro, clicando nesse link.

O curso abordará questões clínicas e sociais, distribuídas em cinco unidades: Envelhecimento Populacional, Ações Estratégicas, Avaliação Multidimensional e Condições Clínicas e Trabalho em Equipe.

Para a coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa da Cosapi, Cristina Hoffmann, o curso é de extrema importância. “Para atender as necessidades da população idosa se faz necessário investir na qualificação do cuidado ofertado no SUS, por meio de outras ações, da capacitação e atualização dos profissionais de saúde”, afirma Cristina.

Promoção do envelhecimento saudável - De acordo com o IBGE, a população com 60 ou mais representa 13,7% dos brasileiros. Até 2050, a previsão é de que esse número suba para 1/3 da população. Por isso, é fundamental que os profissionais de saúde estejam preparados para a promoção do envelhecimento saudável.

Essa inversão da pirâmide etária nacional, chamada de transição demográfica, traz consequências diretas ao sistema de saúde. “Com a população envelhecendo, é necessário desenvolver novas estratégias de promoção de saúde, prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento e reabilitação”, esclarece o consultor da SE/UNA-SUS, Paulo Coury.

O novo perfil da população faz com que a atenção se volte para as doenças crônico-degenerativas em adultos e, nas próximas décadas, estará cada vez mais focada nas sequelas destas doenças em idosos. As diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, do Ministério da Saúde, vão além das condições clínicas. Elas preconizam o cuidado integral da pessoa, promovendo ações direcionadas à manutenção da qualidade de vida individual e coletiva e a garantia da autonomia e independência do idoso.

Para tanto, é preciso entender as diferenças de cuidado entre os idosos independentes e vulneráveis, traçar um plano de atendimento para cada grupo, conhecer e usar a rede de apoio disponível, como Academias de Saúde e Melhor em Casa. “Esse trabalho só é possível com a implantação de uma avaliação multidimensional, onde aspectos clínicos e psicossociais são igualmente importantes. O foco no indivíduo em sua integralidade representa uma resposta importante ao envelhecimento populacional do Brasil”, ressalta Coury.

Para Hoffmann, além da sensibilização para as questões que envolvem o envelhecimento, “os profissionais devem ter uma escuta qualificada, e as suas ações voltadas para o cuidado continuado, pautado no respeito e garantia de direitos, buscando contribuir para a manutenção da autonomia e independência dos idosos”, diz.

Mais informações na página do curso: Atenção à Pessoa Idosa

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Simpósio na Fiocruz debate vírus zika e vigilância em saúde

A Fundação Oswaldo Cruz promove na próxima quinta-feira (21/7) o simpósio Abordando a emergência sanitária: contribuições da Fiocruz para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, no auditório da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O evento terá como um dos temas principais o zika e os casos de microcefalia relacionados ao vírus. As inscrições podem ser feitas, gratuitamente, pelo link http://eventos.fiocruz.br/. 

Serão oferecidas 150 vagas.

No seminário, representantes da Fiocruz, do Ministério da Saúde e de diversas instâncias estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) discutirão aspectos como a epidemiologia, estudos clínicos, distribuição espacial e fatores socioambientais da emergência do zika, além da vigilância em saúde e o SUS.

O encontro marca a primeira atividade preparatória da Fundação para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que ocorrerá de 25 a 28 de abril de 2017, em Brasília, para discutir a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS).

Confira a programação:

9h – Abertura

Paulo Gadelha – presidente da Fiocruz
Valcler Rangel – vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz)
Nísia Trindade – vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação em Saúde (VPEIC/Fiocruz)
Hermano Castro – diretor da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz)
Zélia Profeta – representante do Fórum das Unidades Regionais da Fiocruz (FUR/Fiocruz)
Alexandre Chieppe – subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ)
Cristina Lemos – superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS/RJ)
André Siqueira - pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – INI/Fiocruz

9h30 – A epidemiologia da emergência sanitária no Brasil

Ana Carolina Santelli – coordenadora-geral do Programa Nacional de Controle da Dengue e Febre Amarela (Ministério da Saúde)

Estudos clínicos e a emergência sanitária

Sheila Pone - pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)

Distribuição espacial e fatores socioambientais da zika no Brasil

Christovam Barcellos – pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz)

Emergência sanitária e saneamento

Leo Heller – pesquisador do Centro de Pesquisa René Rachou (Fiocruz Minas)

Debatedor: José Cerbino – vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)
Coordenadora: Nísia Trindade– vice-presidente da VPEIC/Fiocruz

Debate aberto

13h30 – Vigilância em saúde: direito, conquistas e defesa de um SUS público e de qualidade; a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde

José Fernando Verani – pesquisador da Ensp/Fiocruz
Ronald Ferreira dos Santos – presidente do Conselho Nacional de Saúde

Debatedor: Guilherme Franco Netto – VPAAPS/Fiocruz
Coordenador: Valcler Rangel – vice-presidente VPAAPS/Fiocruz

Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/Fiocruz)

Começa a 21ª Conferência Internacional de Aids 2016 em Durban, África do Sul

Teve início nesta segunda-feira, 18, em Durban (África do Sul), a 21ª Conferência Internacional sobre Aids, que irá discutir o momento crítico de enfrentamento da epidemia de aids no mundo, priorizando o debate sobre a ampliação do acesso ao tratamento e a garantia de direitos na luta contra a epidemia, além de apresentar panoramas e experiências dos países em relação ao cumprimento das metas 90-90-90 e a aceleração da resposta ao HIV para 2020.

O evento contará com plenárias diárias e sessões de simpósios, workshops de desenvolvimento profissional e reuniões satélites organizadas de forma independente. Ao longo da programação da Conferência, que vai até sexta-feira, 22, também serão realizados a Aldeia Global e o Programa Juventude.

Neste primeiro dia, a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DDAHV-MS), Adele Benzaken, participa da sessão “A política da OMS de tratar todos: onde estamos, para onde devemos ir e do que precisamos?”, que terá também a presença de Gottfried Hirnschall (Organização Mundial da Saúde) e do ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi.

Acompanhe a conferência em www.aids2016.org.

Fonte: 
Assessoria de Comunicação
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Conheça também a página do DDAHV no 

INCA abre processo seletivo para bolsas de estudo em Oncologia

Está disponível o edital 2016/2 do processo seletivo para bolsas de formação em pesquisa oncológica no INCA. Há vagas para Iniciação Científica, para candidatos matriculados em cursos de graduação; Aperfeiçoamento (nível I e II), destinada aos interessados com graduação ou mestrado; e Pós-Doutorado, para pesquisadores que já terminaram o doutorado.

O bolsista não deve receber nenhuma outra bolsa ou salário decorrente de vínculo empregatício, e precisa entregar uma declaração de ausência de vínculo. As bolsas têm duração de um ano, podendo ser renovadas. O processo de seleção ocorrerá através de banca examinadora, que avaliará o projeto de pesquisa a ser desenvolvido, o curriculum vitae do orientador e do candidato, além de histórico escolar (para candidatos da graduação).


As inscrições devem ser feitas no período de 18 a 29 de julho, de 9h30 às 12 horas e das 14 às 15 horas, na Secretaria de Pós-Graduação Stricto Sensu, situada na Rua André Cavalcanti, 37 (2º andar), Centro, Rio de Janeiro, RJ. 

Os resultados de Iniciação Científica serão divulgados no dia 8 de agosto, e os de Aperfeiçoamento e Pós-doutorado no dia 29 de agosto, no quadro de avisos da Secretaria de Pós-Graduação e no site do INCA.

Confira o edital de abertura e o formulário de inscrições.

Fonte: INCA

Hoje o dia é de Maria Helena Carvalho - Diretora do CMS Alvert Sabin

Parabéns!!
Que Deus te proteja, ilumine os seus caminhos e te conceda muitos anos de vida!!
Parceira de todas as horas, dedicada e comprometida, desejamos felicidades e que continue nos ajudando a trilhar os caminhos do SUS!!
Um abraço,
Paula Travassos

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Dia do Homem: Saiba sobre os cuidados em saúde que devem ser seguidos

Ir ao médico geralmente não é o programa preferido dos homens. Só que a distância dos consultórios pode estar contribuindo para um dado preocupante, revelado pelo IBGE. Segundo o Instituto, eles vivem sete  ou oito anos a menos do que as mulheres. A boa notícia é que essa resistência de cuidar da saúde preventivamente está diminuindo. “Eles tão indo mais ao consultório sim. As orientações e informações sobre doenças tem sido eficazes, mudaram a mentalidade”, garante o urologista e responsável pela andrologia no Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro, Alexandre Miranda.
“Eles,  às vezes, ainda acham que ir ao urologista significa obrigatoriamente ter que fazer um  toque retal, mas não é só isso que acontece num consultório. Hoje a gente faz uma avaliação maior, vai ver a parte de lipídeos e como estão os hormônios desse paciente, se é necessário fazer reposição hormonal. Outras vezes, vai ser encaminhado ao cardiologista porque o colesterol está muito elevado, aumentando as chances do infarto agudo do miocárdio. Eles são mais propensos”, completa o urologista.

No geral, os homens mais velhos procuram mais o médico porque ocorrências de saúde tendem a aumentar com o avanço da idade.Já os mais jovens têm procurado tratamento a medida que aparece alguma alteração importante no corpo. “ Não vão pra fazer profilaxia com frequência. Isso é mais difícil de acontecer e como ele é jovem, a idade vai fazer a necessidade ser menor” afirma Alexandre Miranda. 

Foram os resultados de exames ruins que fizeram o aeroviário Márcio de Souza Ribeiro, 41 anos, buscar ajuda médica para mudar de vida. “ Há dois anos eu tive problemas sérios de saúde. Minha pressão estava alta, estava muito acima do peso. Levava uma vida sem me preocupar com a saúde e percebi que não dava mais para não me cuidar”, afirma Márcio.  

De acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, em 2014, o infarto agudo do miocárdio foi a doença que mais matou homens no país. Naquele ano, foram registradas  50 mil mortes causadas por essa complicação cardíaca.  

Mudanças

Márcio afirma que até os 38 anos não cuidava da saúde e hoje, reconhece que a mudança de hábito foi fundamental para ganhar uma vida saudável. “ Faço um check up anual e vou a nutricionista de 3 em 3 meses. Exercícios físicos todos os dias e agora, estou me preparando para os cuidados que sei que vou ter que ter com a próstata”, revela.

Para o urologista Alexandre Miranda,  os cuidados com a saúde masculina são mais simples do que as pessoas pensam e devem seguir um ritmo natural, respeitando a necessidade de acordo com a idade. Ele destaca os principais:  

Tenha hábitos saudáveis de vida – Faça atividade física regular, pelo menos 3x por semana. Se alimente com frutas, legumes e verduras, coma bastante fibra e beba bastante água. Isso melhora o corpo todo. 

Procure um cardiologista – Se o homem tem histórico de doenças cardiovasculares na família ele deve procurar o médico já aos 30 anos. Caso não, mesmo com nenhum sintoma, a avaliação cardiológica pode ser iniciada aos 35 anos.

Procure um urologista antes de iniciar a atividade sexual – Da mesma forma que as mulheres vão ao ginecologista para serem orientadas, os homens também precisam ir para aprender sobre boas práticas de saúde,  contracepção e tirar duvidas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e outros problemas que possam vir associados. 

Atenção: Os pedidos de exames de DSTs devem ser feitos com frequência. Qualquer paciente que sinalize uma DST tem a indicação para isso. Quando o médico pergunta qual é a prática sexual do paciente, na verdade, ele quer saber para justamente direcionar a consulta adequadamente. Abordar as práticas sexuais é importante para orientar e proteger todos os homens. 
Sobre o câncer de próstata, é importante que os homens façam uma consulta aos 50 anos de idade, caso tenham um histórico familiar para verificar. Caso não tenha histórico,  pode adotar essa rotina aos 55 anos de idade.

Kaio Coutinho, assistente de câmera, 27 anos, afirma que não vai ao médico com tanta frequência, mas que está sempre atento a qualquer sinal do corpo. “ Eu e o meu namorado nos cuidamos e chamamos a atenção um do outro para sempre ir ao médico, quando tem uma necessidade. Eu tenho uma gastrite forte no estômago então eu sempre aproveito quando vou para olhar como tudo está”, conta. 

O urologista ainda conta que hábitos saudáveis incluem também  ter uma visão mais positiva da vida. “ Os brasileiros andam muito negativos. Levar a vida com mais bom humor é tão importante para a saúde, quanto fazer exercícios físicos”, finaliza. 

Principais Dúvidas

Duas preocupações aparecem, entre as mais comuns,  quando o assunto é saúde do homem: 

Câncer de Próstrata – Acima de 50 e 55 anos,  a incidência na população masculina é alta. O diagnóstico é feito por um exame de sangue especifico chamado PSA, associado ao toque retal, caso haja necessidade. A boa notícia é que o câncer de próstata, diagnosticado de forma precoce,  é totalmente curável. 

Disfunção Erétil – As chances aumentam a partir dos 50 anos de idade. O diagnóstico é feito por ele mesmo quando percebe que a duração da rigidez do pênis diminuiu, o que dificulta manter a ereção durante a atividade sexual. . Lembrando que quanto mais cedo aparecer a disfunção erétil, mais chances possuem de  ter  infarto e  AVC.  Por isso, ao perceber esses sinais, é muito importante procurar um especialista para indicar o tratamento adequado. A automedicação pode complicar ainda mais o quadro. 

Política - Com o objetivo de ampliar e qualificar o acesso da população masculina aos serviços de saúde, principalmente na atenção primária, reduzir as taxas de morbidade e mortalidade por causas evitáveis e melhorar a qualidade de vida desta população, o Ministério da Saúde lançou, em 2009, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH). A PNAISH se dispõe a qualificar a saúde da população masculina na faixa etária de 20 a 59 anos, o que abrange um quantitativo de 55 milhões de homens. O Ministério da Saúde trabalha com cinco eixos prioritários nessa área: Acesso e acolhimento, Paternidade e Cuidado, Doenças Prevalentes na População Masculina, Prevenção de Violência e Acidentes e Saúde Sexual e Reprodutiva. 

Dentre os eixos, destaca-se Paternidade e Cuidado, tema relacionado ao engajamento dos homens nas ações do planejamento reprodutivo e no acompanhamento do pré-natal, parto e pós-parto de suas parceiras e nos cuidados no desenvolvimento da criança, trazendo como possibilidade real a todos envolvidos uma melhor qualidade de vida e vínculos afetivos saudáveis. Um ponto fundamental para a consolidação deste eixo é expansão na rede SUS da estratégia Pré-Natal do Parceiro, que visa colaborar para o exercício da paternidade ativa e integrar os homens na lógica dos serviços de saúde ofertados, possibilitando que eles realizem seus exames preventivos de rotina, tais como HIV, Sífilis e Hepatites, Hipertensão e Diabetes, e atualizem sua carteira de vacinação, entre outros.

Fonte: Blog da Saúde

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